Olá famílias lindas e amadas,Vivo recebendo email de futuras mamães e maridos que sofrem a luta contra a infertilidade, muitas vezes me emociono com as histórias difíceis que algumas de vocês enfrentam e fico sem palavras em alguns momentos, isso porque não passei por isso, então posso somente falar o que sinto em meu coração que teme muito a Deus, mas não consigo falar com propriedade sobre o assunto.  Algo tocou meu coração e resolvi trazer para vocês uma entrevista com uma agora MAMÃE muito linda que um dia conheci tentante. A Renata me emocionou um dia com um post contando toda a luta dela para engravidar e foi assim que acompanhei os dias e meses difíceis das 2 FIVS, comemorei o POSITIVO, dei meu chute para adivinhar o sexo dos gêmeos Gabriel e Manuela e fiquei apreensiva com a gravidez difícil do casal, mas vibrei quando recebi a foto dos dois já em casa no colo da Rê.                                                       Minha intenção hoje é ajudar você e seu marido a passarem por isso juntos e ouvirem o lado de quem viveu tudo que vocês podem estar vivendo, ou planejando viver. Eles perseveraram e hoje carregam seus maiores presentes nos braços.Manuela e Gabriel. Vamos conferir a entrevista com essa mãe guerreira e decidida.  1- Quando começou a tentar engravidar de forma natural?  Renata : Não fazia parte dos meus planos engravidar antes dos 30. Eu trabalhava muito e viajava muito (a trabalho), minhas prioridades eram outras. Mas, através de uma consulta e exames de rotina, a minha médica após perceber todos os meus problemas, me orientou a começar a tentar engravidar, se eu quisesse gerar . Pois diante de tudo o que ela viu, adiar a maternidade talvez significasse não conseguir mais engravidar. Então tive que escolher. Conversei com meu marido e decidimos tentar.Eu escolhi ser mãe!  Renata teve uma gravidez difícil, ficou na cama da 3a semana de gestação até o dia do parto  2- Depois de quanto tempo notou a dificuldade?  Renata :Sempre soube que tinha ovários policísticos. Mas todas as outras coisas só fui saber depois através de exames. Tentar engravidar naturalmente e não conseguir foi a experiência mais frustrante da minha vida. 3- Qual foi a 1 a coisa que fez?  Renata :Pedir ajuda (médica). 4- Como se sentiu?  Renata :Totalmente incapaz.. Só quem vive a infertilidade sabe.. 5 – O que ajudou? Renata :Ter o apoio e amor do meu marido e da minha familia, sem isso eu não conseguiria. 6- Quando decidiu que iria tentar a FIV? Renata : Após 6 meses tentando engravidar de forma “natural”, tomando indutores de ovulação (via oral) e fazendo coito programado, a minha médica me encaminhou para uma clínica de Reprodução Humana. Fui à consulta, fiz um milhão de exames, cirurgia no útero e fui orientada pela médica a fazer FIV. É importante dizer que a escolha pela FIV não pode ser apenas da paciente. Existem métodos menos agressivos, como a Inseminação Artificial e Coito Programado. É importante que a decisão seja em conjunto com o médico, levando em consideração diagnóstico e idade da paciente.  7-Quem te apoiou?  Renata :Toda a minha familia (eu optei por contar a todos, pois a minha familia é muito unida e eu precisava do apoio deles. Sei que isso não acontece com todo mundo e muita gente prefere manter a situação em sigilo. Mas que seja por privacidade, nunca por vergonha!)  8- Como vc se sentiu apoiada?  Renata : Me senti acolhida, amada, segura! 9 – O que fizeram que lhe ajudaram?  Renata : Sempre me deram muito carinho, e nos momentos difíceis, me abraçaram e sempre com palavras positivas diziam que eu iria conseguir. Minha familia me deu muita força. 10 – O que faziam que te atrapalhava e a deixava chateada?  Renata : Sempre existe alguém inconveniente. Nenhuma familia é perfeita e eu vivi alguns momentos chatos também. Ouvi de alguém que eu deveria “aceitar a minha condição” e partir diretamente para adoção, e ouvi de outra pessoa que uma criança gerada através de Fertilização In Vitro não é abençoada por Deus, passar por um processo tão doloroso e ainda ouvir coisas desse tipo não é fácil. 11-Como o marido lhe ajudou? Renata : A ajuda dele foi o que eu mais precisava. Ele esteve ao meu lado desde o início, encarando o problema como “nosso”, sempre me deu forças. Durante o tratamento foi a todas as consultas, ele mesmo aplicava as injeções em mim e chorava junto comigo. Me mostrou desde o início o pai que estava se preparando para ser.               Felipe(pai babão) e Renata carregando Gabriel, que ficou 62 dias na UTI  12 – Qual foi a fase mais difícil?  Renata : A fase mais difícil foi após a primeira FIV não ter dado certo. Eu estava muito confiante e saturada de todo o tratamento. Ter que recomeçar foi uma decisão muito difícil e um ato de coragem e amor. 13 – Como enfrentaram isso e o que ajudou? Renata : Enfrentamos com amor. Não tem outra explicação, senão o amor. O meu desejo de ser mãe era maior do que qualquer dor, medo e insegurança. Sempre que eu me sentia fraca, descrente, pensava nos meus filhos e no quanto eu já os amava, mesmo antes deles existirem. Toda essa luta foi por eles. 14 – Quantas Fivs vc enfrentou? Renata :  Duas FIVs.                                               Antes da tranferência dos embriões  15 – Nos dias difíceis o que vc fazia? Renata : Eu me permitia chorar, pôr pra fora toda a dor. Pedia ajuda ao meu marido, aos meus pais e irmãos. Eles me davam toda a força para continuar. Depois erguia a cabeça e seguia em frente. Não tinha opção! Já que “desistir” estava longe de ser uma opção para mim. Felipe (mais babão ainda) e Renata com Manuela no colo, Manu é uma guerreira, ficou 103 dias na UTI  16 – O que faria diferente se pudesse voltar atrás? Renata : Não daria ouvidos a pessoas negativas. Sou muito sensível e sempre me abalava com coisas que ouvia. Hoje em dia aprendi a absorver apenas o que é bom pra mim e minha familia. 17 – Você ficou muito ansiosa porque todo o processo ainda não é garantia que dará certo? Como lidou com toda essa ansiedade até sair o positivo ? Renata :Sim, você aposta tudo, arrisca, se entrega ao tratamento, mas você está no escuro. Nada é garantido, nada! E lidar com isso é muito, muito difícil! Aceitar que não temos o controle de nada é um exercício diário de fé e perseverança. Temos que crer em Deus e ter a certeza que Ele reserva aquilo de melhor para nós. Mas ao mesmo tempo temos que correr atrás. Receber um diagnóstico de infertilidade não quer dizer sentença! Não quer dizer que Deus não quer que você tenha filhos ou que o caminho certo seja adotar. Quer dizer que você precisa aceitar o que Deus colocou em seu caminho, e lutar da forma que Você decidir. Eu, por exemplo, sabia que seria mãe de qualquer forma. Nunca me opus a adotar, mas eu precisava lutar até chegar no meu limite. E sobre os dias que antecedem o beta, esses foram os piores da minha vida! Passei 10 dias procurando por sintomas, e não achava nada! Não sentia nada! Chorei muito no dia do Beta, pois tinha a certeza que não tinha dado certo. Mas tudo foi cuidadosamente preparado pelas mãos do Pai. A minha recompensa havia chegado!                                               Felipe foi o primeiro a ir para casa e depois Manu quem foi. 18 – Porque acha que os casais com dificuldade para engravidar devem realizar o tratamento? Renata :Iniciar um tratamento é uma decisão muito pessoal. O casal tem que saber o momento certo de partir para outras possibilidades (decidindo em conjunto com o médico). Acho sim que ninguém deve abaixar a cabeça diante da dificuldade e desistir achando que não será capaz. Eu também achei que não seria capaz, também fraquejei, chorei, questionei. Mas é na nossa fraqueza que Deus nos fortalece! Qual é o seu sonho afinal? Lute!  O parto dessas fofuras teve de ser antecipado, pois descobriram com 21 semanas que Manu entrou em restrição de crescimento.Ela era privada de oxigenação e alimentação adequada.A equipe e o casal monitoraram a princesa todos os dias, até que com 31 semanas decidiram realizar o parto para salvar a vida de Manuela.   19 – Que dica daria para quem está passando por isso?  Renata :A minha dica é, seja perseverante! Mantenha a mente positiva, fique longe de pessoas negativas e procure apoio! É muito difícil enfrentar tudo isso sozinha! Fortaleça o seu casamento, edifique a sua casa, se una com o seu marido e tenha certeza de uma coisa: você será mãe!                                                 O sonhado positivo de Renata e Felipe 20 – Qual foi o dia mais feliz da sua vida?  Renata :O dia em que peguei o resultado positivo, e depois o dia que meus filhos nasceram. São os dias mais felizes da vida de uma tentante!   O caminho foi duro e cheio de obstáculos, foram mais de 300 injeções(na foto).Renata começou a receber antes da transferência dos embriões, depois durante a gestação e ainda 10 dias depois do parto. DIa após dia Renata e Felipe caminharam juntos, de mãos dadas focando em um só objetivo em comum, conhecer o amor incondicional por um filho. Levem com vocês a certeza de que ás vezes as coisas não saem como esperamos ou um dia sonhamos, que todos podem desacreditar de certos milagres, mas o que Deus promete, Ele cumpre. Beijos Cacau                                        Renata Peçanha com Manuela e Gabriel                                      Instagram ; @minhalutaparaengravidar                        adicionem ela e confiram o dia a dia desses pequenos milagrinhos.