Desde antes do Enzo nascer a Honey, nossa micro Yorkshire tem sido nossa filha mais velha, e digo isso porque é realmente assim que nos sentimos em relação a ela.   Quando ele nasceu ela nos deu muito trabalho, com todo o ciúmes do novo “estranho” na casa.Ela bufava quando o Enzo chorava a noite e se levantava da cama sem a menor cerimônia sempre a cada mamada do nosso recém nascido tipo que como se falasse “Não sou obrigada!”. Certo dia ás 3:00 da manhã Enzo chorava por estar incomodado com alguma coisa, coisas de recém nascido, Honey percebendo que não era mais o centro das nossas atenções sem nem pensar subiu em cima do berço e fez xixi, ali no meio, ainda nos olhou nos olhos como quem diz :– “Olha só, podem largar ele e virem aqui me dar atenção porque eu tô fazendo cáca ?” Nessa noite ela ficou o tempo todo em que trocávamos as colchas, colchão e cobertores na varanda, refletindo sobre a atitude dela.Depois desse ainda tivemos mais um episódio em que ela fez o xixi descaradamente em cima de nossa cama, e aí repete-se o momento de revolucionar a troca de lençol no meio da madrugada, mas sei que isso foi culpa nossa, Honey sempre foi tratada literalmente como nossa filha mimada, dorme até hoje na cama com a gente (sério, pronto contei) e quando notou que as coisas poderiam mudar teve ciúmes como um filho mais velho tem.Logo passou e hoje o amor entre eles é notável. Estou aqui hoje para contar que mesmo em meio a tantas crises de ciúmes dela, jamais sequer pensamos em doá-la, aliás eu precisei dela em meu pós parto, ela sempre foi minha companheira e meu marido é louco também por ela.Dar a Honey, vender ou qualquer outra coisa que envolva não tê-la mais por perto seria como perder um pedaço e um membro de nossa família, aliás não consigo nem falar sobre isso. Cada dia mais tenho visto famílias que adotam cães como vávula de escape para suprir a falta de um filho e aí quando o bebê nasce, volta e meia aparecem pessoas doando cachorros só porque o bichinho tem ciúmes do novo bebê.                                     Única vez que fomos viajar e não a levamos (ela ficou na minha mãe) parecia que                                                          ela sentia e ficava em cima das minhas roupas.   Adotar um bichinho ou comprá-lo requer mesmo muitos cuidados, tempo e atenção igualzinho como um novo filho, por isso vale a pena pensar sim para depois não ficar por aí anunciando um bichinho que nem sabe o que fez de errado no facebook. O que as pessoas precisam se informar é que cada dia mais escutamos dos benefícios de ter um animalzinho em casa, então até mesmo para aquelas mamães relutantes em atender o pedido de Natal de uma criança, olhem só: Uma pesquisa na França revelou que quase 80% das famílias entrevistadas acreditam que um animal doméstico favorece o convívio em família. E a pesquisa confirma a importância desses animais no desenvolvimento da afetividade de crianças e adolescentes. 

As crianças que convivem com animais de estimação apresentam muitos benefícios, como o despertar de vários sentimentos positivos com o bichinho, o que contribui para a auto-estima e autoconfiança da criança.

 

Sem contar que:

 

  • A criança que convive com animais é mais afetiva, repartindo as suas coisas, é generosa e solidária, demonstra maior compreensão dos acontecimentos, é crítica e observadora, sensibiliza-se mais com as pessoas e as situações.

  • Apresenta autonomia, responsabilidade, preocupação com a natureza, com os problemas sociais e desenvolve uma boa auto-estima.

  • Relaciona-se facilmente com os amigos, tornando-se mais sociável, cordial e justa. Sabe o valor do respeito.

  • Desenvolve a sua personalidade de maneira equilibrada e saudável, tendo mais facilidade para lidar com a frustração e liberta-se do egocentrismo.

  • Faz ainda com que a criança exercite sua autoridade num mundo de “adultos-juízes”, que arbitram sobre a vida dela o tempo todo.

 

 

Para os bebês os benefícios também são vários:

 

   – O bebê exercita a coordenação motora fina ao ter de controlar sua força para acariciar um cachorro, um gato, um coelho.

– Treina a marcha ao engatinhar ou tentar andar (por vezes, correr) atrás do animal.

– Olfato, visão e audição são provocados pelos sons, cheiros e movimentos dos bichos.

Cientistas norte-americanos já haviam revelado também que ter um animal é um ótimo aliado contra o estresse. Os donos dos bichos que participaram do estudo tinham a frequência cardíaca e a pressão arterial significativamente mais baixa se comparados com aqueles que não tinham um animal de estimação.

 

                                                  Já tivemos dois coelhos, que cruzaram e tiveram muitos coelhinhos.

 

 

 

                                                        Nosso passarinho amarelo yellow que foi morar no céu

 

 

 

 

Aumentar a família deve sempre ser uma decisão com bastante responsabilidade, mas das coisas que noto aqui em casa por termos bichinhos por perto:

 

Enzo:

 – Ele aprendeu a amar os animais, entender que eles precisam de carinho e cuidado para viverem bem

– Ele se preocupada em garantir que ela esteja bem , não esteja triste(como ele diz)

– Entende que dão trabalho também, afinal Honey faz coco e xixi, precisamos sempre alimentá-la, dar banho, vacinar e levar para passear.

– Na fase em que estava aprendendo a caminhar me lembro de a Honey ter ajudado muito, ela não entendia porque o Enzo a perseguia pela casa e muitas vezes corria de medo, mas a curiosidade do Enzo em saber para onde ela ia, ajudou-o  muito nos primeiros passinhos.

– Ele entende de respeito, por ex quando estamos com ela ás vezes não podemos entrar em certos restaurantes, temos que levá-la para casa primeiro.

– Aprendeu a lidar melhor com as frustrações, afinal não é sempre que obedece ele.

– E ele aprendeu também a educá-la e desenvolver sua voz de comando e autoridade.

– Aprendeu a lidar com a perda, quando nosso amigo amarelo foi para o céu.

 

 

Nina 

– Se esforça para agradá-la dando ossinho e biscoitos, passou a entender que existem outros seres em volta dela, que não seja somente ela mesma.

– Ela que já é toda Felícia de nascença, aprendeu a ter cuidado ao pegá-la no colo e acariciá-la

 – Nina andou mais rápido ainda (com 8 meses) e perseguia a Honey pela casa também.

– Ela já também desenvolve sua voz de autoridade, quando Honey late para as visitas, Nina logo já pede para ela parar.

– Defende a cachorrinha como se fosse filha dela, então aprendeu a ter compaixão pelos animais

– Sinto que o amor pela Honey é algo em comum entra Enzo e Nina, então ás vezes quando brigam, se Honey faz algo negraçado, eles logo se unem para rir dela.

 

 

Honey 

– Sempre nos agregou, impressionante como esses bichinhos só nos dão , dão e dão sem esperar nada em troca.

– Em todos os momentos em que eu estive triste ela se sentava ao meu lado e me confortava

– Quando amamentava meus filhos, ela logo se aninhava com a gente , para fazer parte daquele momento.

– Sempre cuidou de ambos, não é de latir o dia inteiro, mas já me avisou uma vez quando a Nina resolveu arrastar a cadeira para a porta e outra quando um gato entrou em casa.

                                   O dia em que a Nina tentou ir ao parquinho sozinha, Honey não saiu do lado dela.

 

– Ela está sempre por perto e vai com a gente para todos os lugares, ela ama nadar com as crianças.

 

E na verdade é tanto amor e tantas alegrias que eu poderia passar o dia aqui escrevendo.

 

Vale cada minuto ter um filhinho peludo em casa, seja ele um gato, um cachorro, coelho, passarinho ou peixinho cada família sabe qual é seu pet ideal.Mas o mais importante é dar amor e cuidar bem deles para sempre, porque se nossos cuidados dependessem deles podem ter certeza de que eles jamais nos abandonariam.

 

                         Foto tirada da Honey após o make básico (batom opera da MAC)

 

Beijos Cacau Prado