Gente, essa semana estou aqui pra falar de um assunto muito especial: É a Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM).  Esse ano, a semana está sendo comemorada entre os dias 1 a 7 de agosto, tendo como tema “Amamentar: Ninguém pode fazer por você. Todos podem fazer juntos com você”. Acho muito importante falar desse assunto porque precisamos cada vez mais promover a conscientização da importância de amamentarmos nossos bebês, essencialmente nos primeiros meses e apoiarmos as amigas que passam por esse momento. Vocês sabiam que, segundo a OMS, o leite materno é o alimento mais completo até o sexto mês de vida? O leite materno oferece vários tipos de proteínas, vitaminas e anticorpos essenciais para a saúde e desenvolvimento do bebê. Como eu já disse pra vocês, amamentar sempre foi um dos meus momentos preferidos com o Enzo e a Nina. Sinto muitas saudades, porque realmente são lembrancas de amor que ficaram guardadas. Nessa foto eu era apenas uma menina, recém mãe, insegura, eu não sabia se estava fazendo da forma correta, se teria leite suficiente, se ele cresceria, ficaria gordinho e se eu daria conta.Mas passado esse tempo de mil dúvidas e questôes eu realmente vivi o tempo dourado. Sim, eu sentia prazer em pegar ambos no colo e alimentá-los. A ideia de parar absolutamente tudo, de me preocupar em me alimentar bem, tomar líquidos durante o dia, descansar, ter restrições na dieta já que Enzo era intolerante a lactose eram a maior prova de amor da minha vida.  Mesmo em dias muito corridos, a vida acontecia, mas quando chegava a hora da mamada, era preciso parar tudo, e amamentá-los, nada era mais importante que amamentar. Eu tinha comigo que meu leite só podia ser algo imenso de especial, porque o desenvolvimento deles dependia de mim. Afinal todo bebê nasce sabendo se alimentar somente assim. Amamentei o Enzo até o 1 ano e meio e ele desmamou sozinho, lembro-me que chorei, EU não estava pronta, e ele insistia em repetir ” não mamãe bigadu” porque preferia brincar, correr e não mais mamar. Amamentar a Nina foi uma verdadeira luta, eu voltei a trabalhar quando ela tinha 4 meses e eu vivia pelos cantos com minha bomba tirando litros e litros de leite para deixar para o dia seguinte.Ela com 3 meses dormia a noite inteira, mas eu acordava as 3, e as 5 da manhã mesmo assim, só para manter meu estoque de tetê. Assim ela foi até os 2 anos e também desmamou naturalmente, havia restado somente as mamadas antes de dormir, até que um dia ela me informou que era moça e que queria suco (sim suco) no copo, igual do Enzo.Eu na época entendia que encerrávamos uma fase que curtimos muito e que foi muito bem aproveitada.  Sim também chorei, e dessa vez porque ela havia se tornado uma “moça”, mas me frustrei menos, pois já tinha vivido o desmame do Enzo.  Em ambas as situações tive fissuras, me cansei, chorei, chorei antes das mamadas de medo da dor, chorei durante quando doía, chorei depois de cansaço, sangrei, me senti presa, senti que eles dependiam demais de mim, que minha vida nunca mais seria a mesma, me perguntei até quando eu teria que continuar assim e me desesperei, mas em ambas depois que enfrentei e passei os primeiros meses, também pude vivenciar o amor mais puro e pleno de toda a minha vida.Faria tudo de novo sem dúvida nenhuma. Em relação a dor e a fissura é preciso sempre se assegurar de que estamos fazendo de forma correta.Se a pega do bebê estiver incorreta por exemplo, ele vai te machucar.Se a mama estiver muito cheia, eles também tem dificuldade de mamar corretamente e vão também te machucar.     Amamentar é dar e receber amor. A mãozinha que segura na sua, ou que se apóia em seu peito, o olhar que enxerga sua alma, os sorrisos que vira e mexe fazem o leite cair da boca e te tiram gargalhadas, o acalento em um dia difícil, o carinho sempre especial. Amamentar cria definitivamente um vínculo enorme, pois precisamos parar tudo, como eu disse anteriormente,  e realmente olharmos nossos filhos, prestarmos atenção neles.Observarmos se eles estão mais agitados, mais felizes, mais cansados ou com alguma dorzinha. Em muitos casos que atendo, é nesse momento que a mãe dá total atenção ao segundo filho recém chegado.  Hoje auxilio mulheres que passam pela mesma experiência que passei e para todas eu sempre reforço, não desistam, você vai entender o prazer em amamentar quando vencer a insegurança do início, não desistam.
 
Não é todo mundo que sabe, mas existem bancos de leite que contam com coletas de doadoras para atender centenas de receptoras que por diversos motivos não podem ou conseguem amamentar. Quem puder doar, tente procurar o banco de leite mais próximo, assim ajudamos mais mamães e mais bebês. E as mães que recebem a doação desse amor líquido, por não poderem amamentar, podem através de uma sonda (um caninho) viverem esse momento tão especial, do olho no olho e colinho quentinho.   Fiz uma listinha aqui com alguns benefícios da amamentação: 1. Menos riscos do bebê desenvolver doenças. Os bebês que mamam direto no peito recebem os anticorpos maternos e, por isso, correm menos riscos de desenvolverem diabetes, hipertensão, anemia e tantas outras coisas. 2. Ajuda no desenvolvimento da arcada dentária do bebê. Mamar no peito da mãe melhora a articulação, mastigação e fala da criança porque que estimula o desenvolvimento da arcada dentária.   3. Menos riscos da mãe desenvolver problemas. Depois de parir, a mulher pode correr o risco de sofrer uma hemorragia pós-parto por exemplo.A amamentação faz com que o útero contraia mais rápido e isso diminui bastante as chances de complicações. Também existem estudos que mostram que as mulheres que amamentam possuem menos riscos de desenvolverem câncer de mama. 4. Diminui risco de problemas respiratórios – Com a amamentação, o bebê tem menos chances de desenvolver problemas respiratórios como asma e alergias. 5. Não causa cólicas. No geral, o leite materno não provoca cólicas porque ele é de fácil digestão e é o alimento que seu bebê está pronto para receber.   Além da Semana Mundial de Aleitamento Materno, esse movimento de conscientização sobre o aleitamento  e a doação de leite continua durante todo o mês de agosto, com o ”Agosto Dourado, que virou lei em abril de 2017, instituindo este período como o mês do aleitamento materno. Muitas cidades do Brasil e do mundo estão promovendo programações com palestras, treinamentos, mamaços e consultas para auxiliar e também conscientizar sobre os benefícios da amamentação.  Procurem a programação mais perto de vocês e participem desse movimento tão importante! Beijos,Cacau