Desde pequena sonhava em ser mãe, mas claro que assim como todas nós antes de sermos mães, eu não tinha uma visão muito realista da PROFISSÃO, digamos assim.

 

uma idéia, desta vez bem realista da situação do Brasil em relação a educação ou à falta desta. Observava pais que erravam por exageros, pais que erravam pela falta de atenção aos filhos e pais ótimos, mas que em algum ponto também erravam,afinal pais erram mesmo.Essa informação me trouxe segurança para os  dias de hoje, pois conclui de que eu também erraria em algum momento e o que me restava era sempre dar o melhor de mim. A medida que o tempo foi passando, acompanhei de perto o crescimento desse movimento da terceirização de tudo aquilo, que eu cresci acreditando serem funções de pai e mãe e tudo me assustava.Uma das minhas poucas promessas nessa época, eram de que eu me esforçaria muito para poder acompanhar o crescimento dos meus filhos.

  

Em 2010 dei á luz ao Enzo, desde o primeiro segundo que engravidei sabia que se fosse menino eu o chamaria de Enzo, era um nome que eu carregava comigo desde a adolescência e ainda bem que o marido também concordou. Eu então com os anos de educação, instruindo mães e pais mundo á fora, vivi  Atuei na área de educação bilingue por 12 anos, contribuia para a educação e depositava amor nos filhos de outras mamães e papais. Tinha um sentimento que eu jamais imaginei que poderia existir.

 

Não costumo dizer nunca, mas se tem algo em minha vida que eu digo nunca é a respeito do nascimento dos dois.Nuncaaaa em toda minha vida me esquecerei quando o vi pela primeira vez. Senti algo que me preencheu por inteira, uma sensação de que nunca tive tanta certeza de que algo era tão meu. Era o maior presente que eu poderia receber e era visível. Quando o coloquei pele com pele e ele parou de chorar olhando para mim,eu senti sim o mundo parar. É lógico que de uma forma inimaginável esse amor ainda cresceria cada dia mais.

 

 

 

   

O Enzo então veio ao mundo com uma alegria notável, ele é sociável e muito seguro de si.Não é de beijos e abraços, mas aposta corrida, joga bola, luta, canta e dança com quem convidá-lo, afinal ele é um muleque do começo ao fim. Me ensinou a brincar outra vez, a ser criativa, a rir dos comentários mais puros e engraçados possíveis.Voltei a ser criança.

 

Consegui cumprir minha promessa então, acompanhei o Enzinho até o 1 ano e meio, quando decidi colocá-lo em uma escolinha e trabalhar meio período.Foi ótimo, me sentia mulher outra vez, me sentia útil e conversava dos mais diversos assuntos que acreditem, não envolviam mais cocos, fraldas e mamadas.

 

Com o passar do tempo, as gripes, febrinhas e os dias que eu precisava abrir mão do trabalho para ficar com o pequeno me faziam questionar se eu estava no caminho certo.

  

Quando eu já sentia meu coração completo descobrimos a surpresa, eu estava grávida novamente. Em meio a loucura de tentar ainda aprender a equilibrar a Cacau mãe, com a educadora, a esposa, a filha, e a dona de casa (pobre dessa função)o Enzo um dia durante o banho me informou: “Mamãe tem um neném aqui!”(apontando para minha barriga).E não acabou por aí, dias depois meu marido acordou me dizendo que havia sonhado que eu estava grávida e que seria uma menina. Descobri então oficialmente que era verdade e que eu carregava mais um presente dentro de mim.Com poucas semanas o Enzo já havia escolhido o nome, Nina e eu me perguntava: como daria conta?

 

Sou daquelas que quer participar de todas as reuniões da escola, das festinhas, controlo o que comem, o que assistem e consigo terceirizar poucas coisas na vida deles, então sabia que cada dia mais, minhas dificuldades aumentariam.

  

Como fui a primeira entre primas e amigas a me tornar mãe,  eu vivia tudo muito sozinha(sem drama).Lógico que tenho mãe e sogra maravilhosas, na época tinha as bisas por perto, mas algumas vezes eu tinha sede de informações mais atuais(com todo respeito pela idade de todas as envolvidas).Afinal o filho mais novo da minha mãe tem 24, da minha sogra 23, da minha avó prefiro não divulgar, pois minha tia me mataria.

 

Aos poucos fui pesquisando, perguntando a amigas novas com filhos o que faziam e estudando todas as questões que eram para mim um bicho de muitas cabeças.Como por exemplo ensinar o Enzo no auge de seus 1 ano e 3 meses a dormir (em outro post eu conto que foi assim que me tornei consultora do sono).

 

A falta de informações fresquinhas e atuais me fizeram devorar livros e mais livros a respeito dos mais variados assuntos. Descobri tantas coisas bacanas que aos poucos além de aplicar na minha vida comecei a ensinar as minhas amigas, também.

 

  

 

   

Meu 2o renascimento foi então a Nina, durante a gravidez da Nininha perdi minhas duas avós e isso só me fez querer mais ainda estar perto de quem amamos, aproveitando cada minuto.

  

Ela nasceu como uma boneca, cabeluda, linda e enorme, era uma bebezona, nem parecia recém nascida e eu a amei do primeiro segundo em que a vi. Não tinha essa preocupação de, se eu amaria ela igual eu amava o Enzo, sei que algumas mães tem. Mas a amei do primeiro segundo e para mim a maior prova de amor foi saber que meu coração naquele dia não se dividia em dois e sim se MULTIPLICAVA. Desta vez me surpreendi com o sentimento de proteção que adquiri por ela desde o primeiro momento de vida. É muito engraçado, mas com meninas acho que é assim, o chorinho, o amor e o rosa por todos os lados nos comovem e nos fazem querer protegê-las. Ela veio para me ensinar a encontrar pureza e sensibilidade em gestos tão pequenos, como por exemplo um pássaro voando(porque ela ama), dançar ao som da música do caminhão de gás (juro que ela dança), ela me ensinou a parar e abraçar mais, beijar mais meus filhos até quase sufocá-los de carinho. Ela transformou também o Enzo, que hoje é mais sensível e a trata como princesa.Lógico que são irmãos e brigam sim, mas vejo o amor e cuidado que ele tem com ela desde já .

   

Cheguei ao ponto em que não conseguia ser mãe pela metade, nem educadora pela metade e nem assessora de gestantes pela metade eu então decidi parar tudo e escolher um só caminho o de ser mãe, como prioridade absoluta, e acreditar que com o tempo eu conseguiria reencaixar outras paixões em minha vida. Hoje para mim é uma conquista memorável. Sou mãe dos dois, fiz os cursos que eu havia prometido retomar, faço hoje um curso como consultora do sono pela IMI e atendo como consultora do sono e dou inicio a esse blog já com um grito de vitória.

   

 Resolvi então não somente montar um negócio, mas aceitar quem eu realmente sou, uma MÃE. Que além de resolver suas próprias questões também auxilia grávidas de primeira, segunda ou terceira viagem, presencio o momento inesquecível do parto, mamães no delicado momento do pós parto onde todas as questões são dúvidas e ainda as mamães desesperadas com a qualidade do sono de seus filhos.Tem como não ser feliz e completa assim? Jamais me imaginei como blogueira, mas se esse é o caminho para ajudar mais e mais mamães, cá estou eu!

  

Bem vindas em minha vida e qualquer semelhança é a mesma coisa mesmo, mães são todas iguais e só mudam de endereço.